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	<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 00:52:20 +0000</pubDate>
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		<title>ah&#8230; que calor!</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 00:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Maciel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Importúnos]]></category>

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		<description><![CDATA[ah&#8230; que calor!
tá calor mesmo!
se eu fosse rica, compraría uma piscina e dentro colocaría gelo
- daqueles redondinhos -
aí eu ia me jogar dentro dela e ficar com frio
- bom, ao menos não ia sofrer com o calor -
equilibrar sentidos
é difícil isso.
corre-se um certo risco.
por exemplo:
quem come muito, fica gordo
quem não come nada, enfraquece
quem bebe muito, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ah&#8230; que calor!</p>
<p>tá calor mesmo!<br />
se eu fosse rica, compraría uma piscina e dentro colocaría gelo<br />
- daqueles redondinhos -<br />
aí eu ia me jogar dentro dela e ficar com frio<br />
- bom, ao menos não ia sofrer com o calor -</p>
<p>equilibrar sentidos</p>
<p>é difícil isso.<br />
corre-se um certo risco.<br />
por exemplo:</p>
<p>quem come muito, fica gordo<br />
quem não come nada, enfraquece<br />
quem bebe muito, cai<br />
quem não bebe, fica com sede<br />
quem deita durante muito tempo, fica com dor nas costas<br />
quem não deita, tem que sentar<br />
quem fala muito, se cansa<br />
quem não fala muito, não sabe o que dizer quando tem que falar<br />
quem escreve muito, fica com l.e.r.<br />
quem não escreve&#8230; bem, quem não escreve&#8230;<br />
(&#8230;)<br />
quem não escreve não sente calor.</p>
<p>ah&#8230; que calor!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Problema de&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 22:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Maciel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Póazia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;
Problema de espaço
Problema de dor
Problema de água
Problema de sol
Problema de lixo
Problema de luxo
Problema de carro
Problema de estudo
Problema de mosquito
Problema de alzheimer
Problema de vírus
Problema de pó
Problema de tempo
Problema de visão
Problema de cheiro
Problema de ocupação
Problema de feriado
Problema de finados
Problema de fiado
Problema de tamanho
Problema de equilíbrio
Problema de matemática
Problema de máquina
Problema de concreto
Problema de poema
Problema de imagem
Problema de passagem
Problema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="right">Problema de espaço</p>
<p align="right">Problema de dor</p>
<p align="right">Problema de água</p>
<p align="right">Problema de sol</p>
<p align="right">Problema de lixo</p>
<p align="right">Problema de luxo</p>
<p align="right">Problema de carro</p>
<p align="right">Problema de estudo</p>
<p align="right">Problema de mosquito</p>
<p align="right">Problema de alzheimer</p>
<p align="right">Problema de vírus</p>
<p align="right">Problema de pó</p>
<p align="right">Problema de tempo</p>
<p align="right">Problema de visão</p>
<p align="right">Problema de cheiro</p>
<p align="right">Problema de ocupação</p>
<p align="right">Problema de feriado</p>
<p align="right">Problema de finados</p>
<p align="right">Problema de fiado</p>
<p align="right">Problema de tamanho</p>
<p align="right">Problema de equilíbrio</p>
<p align="right">Problema de matemática</p>
<p align="right">Problema de máquina</p>
<p align="right">Problema de concreto</p>
<p align="right">Problema de poema</p>
<p align="right">Problema de imagem</p>
<p align="right">Problema de passagem</p>
<p align="right">Problema de menino</p>
<p align="right">Problema de menina</p>
<p align="right">Problema de pobrema</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sou do céu&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 23:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Maciel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cartas]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou do céu.
Do fundo do mar, da superfície, da ponta do lápis, da ponta do dedo da bailarina, da flor, das calcinhas, dos lençóis, dos sabonetes, dos xampus. Da capa do livro de poesia, da roupa do palhaço, da bolsa da madame, da canela da criança, do olho do bandido, da olheira. Da carne crua, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou do céu.</p>
<p>Do fundo do mar, da superfície, da ponta do lápis, da ponta do dedo da bailarina, da flor, das calcinhas, dos lençóis, dos sabonetes, dos xampus. Da capa do livro de poesia, da roupa do palhaço, da bolsa da madame, da canela da criança, do olho do bandido, da olheira. Da carne crua, do mofo, das veias, do vinho, da mancha, da parreira, da língua do chow-chow. Da fita de cetim, da saia da cigana, do chapéu da bruxa, do palito de picolé, do pelo do pincel, da chama do fogo, da água-viva, do morto.</p>
<p>Sou do olho de quem olha fixamente para a luz e depois fita o branco da parede.</p>
<p align="right">Sou da mente de quem fecha os olhos e vislumbra o infinito.</p>
<p>Sou o demônio. A cólera. A guerra.</p>
<p align="right">Sou o confete. A chuva. Sou serpentina.</p>
<p>Um piscar de olhos.</p>
<p align="center">No mais, sou doce.</p>
<p><font color="#800080"><strong>A cor roxa.</strong></font></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="right"><em>jan2008</em></p>
<p align="right"><em>Carta pra Mabel</em></p>
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		<title>Quando o sol se põe&#8230;</title>
		<link>http://dustetry.ciberarte.com.br/po/4/quando-o-sol-se-poe.html</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Mar 2008 22:47:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline Maciel</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pó]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o sol se põe, é hora de arrumar os cabelos. Então começa uma nova história que não é de amor, nem de sexo, nem de guerra, nem de mentira, nem de verdade. Quando o sol se põe, a luz que ofusca ameniza os olhares alheios. Posso então abrir portas, livros, gavetas, braços e torneiras. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o sol se põe, é hora de arrumar os cabelos. Então começa uma nova história que não é de amor, nem de sexo, nem de guerra, nem de mentira, nem de verdade. Quando o sol se põe, a luz que ofusca ameniza os olhares alheios. Posso então abrir portas, livros, gavetas, braços e torneiras. E vejo a rua aqui de dentro, como se soubesse cada poeira que corre por ali. Cada ruído, cada passo, cada palavra. Quando o sol se põe, é hora de te ver. Então visto a melhor roupa, calço os melhores sapatos, abro o melhor vinho e caminho até a janela. Me escondo. Me escondo novamente. Ali está você, na minha mira, no meu caminho, na minha janela, no meu reflexo. Impregnado como cheiro de alvejante na mão. Suada. Quando o sol se põe, minhas mãos suam. Meu peito se fecha e na cama desabo. Me escondo de mim, de você, do pó. Me escuto no silêncio da porta que bate. A poeira do criado mudo gruda conforme o móvel se expõe ao calor. Descalço os melhores sapatos. Tiro a melhor roupa. O vinho acabou. Quando o sol se põe, é hora de desarrumar os cabelos. Aquela velha história de amor, sexo, guerra, mentira e verdades. Quando o sol se põe acordo do sono não profundo. Procuro sua mão, se travesseiro, seu gosto. Acho o céu. Deslumbro. Rolo para o outro lado da cama, respiro fundo, engulo a saliva seca, levanto. É madrugada. Noite de céu limpo e roupas sujas. Cor de uva impregnada. Caminho até a janela. Me escondo.Tomo um gole de chá de camomila. Me escondo novamente. Ali está você, na minha mira, no meu reflexo. Escondendo-se. Quando o sol se põe, é hora de tomar chá e dormir.</p>
<p><a href="http://dustetry.ciberarte.com.br/wp-admin/" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" target="_blank"></a></p>
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